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Notícias sobre agronegócios, agricultura, pecuária e meio ambiente - 18 de Setembro de 2019
06/07/2013 - 15:13

Não é a gordura da carne vermelha a responsável por doença cardíaca

A afirmação é do cirurgião vascular, Wilson Rondó Jr.
Redação
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A gordura saturada encontrada principalmente na carne e nos laticínios tem sido regularmente avaliada por médicos e pela mídia. Mas, uma nova análise de estudos publicados não encontrou nenhuma correlação clara entre pessoas que consomem gordura saturada e o risco cardiovascular.

A demonização da gordura saturada começou em 1953 quando o doutor Ancel Key publicou um artigo comparando a ingestão de gordura e a mortalidade por doença cardíaca. Aí começava a expulsão equivocada da gordura saturada das dietas.

A ideia de que a gordura saturada é ruim para o coração se tornou tão impregnada na comunidade médica que ninguém questiona esse dogma.

Porém, as coisas estão mudando e, atualmente, muitos profissionais já conseguem entender que a grande vilã dessa história é na verdade a gordura trans encontrada em margarinas e óleos vegetais parcialmente hidrogenados.

Durante anos os pesquisadores têm falhado repetidamente ao achar qualquer associação entre gordura saturada e doença cardíaca, conforme o Dr. Keys havia pensado ter descoberto.

A última analise juntou 21 estudos que incluíam 348 mil pessoas e, mais uma vez, não encontrou correlação entre hábitos alimentares – consumindo muita ou pouca gordura saturada – com doença cardíaca.

Carboidratos são os causadores de obesidade e doença cardíaca, e a não gordura.

O que os estudos têm mostrado é que o risco de doença cardíaca aumenta na presença de açúcar e carboidratos refinados, como pastas e pães.

O consumo excessivo de carboidratos refinados leva a:
- piora da resistência à insulina;
- aumento dos triglicérides e LDL colesterol;
- redução do HDL colesterol (bom colesterol).

Confundindo os fatos sobre gordura saturada

Parte da confusão científica ocorreu pelo fato de se interpretar que todas as gorduras saturadas são iguais, o que não é verdade. Existem dois tipos de gordura saturada: as boas e as ruins.

Nesses estudos não foram diferenciadas as gorduras saturadas (boas) com a gordura trans (ruim), pois se tivessem feito essa diferenciação os resultados não mostrariam essa associação gordura saturada x doença cardíaca.

Os diferentes tipos de gordura

Você pode, a gordura em quatro grupos distintos:
1.    Gordura saturada - proveniente de animais e óleos tropicais (coco e palma);
2.    Gordura monoinsaturada - como óleo de oliva;
3.    Gordura poliinsaturada - como ácidos graxos ômega 6 e ômega 3;
4.    Gordura trans - como margarina e óleos parcialmente hidrogenado.

Fontes de gorduras saudáveis incluem

- Óleo de oliva e olivas;
- Óleo de coco e coco;
- Castanhas como amêndoas e nozes
- Óleo de palma;
- Abacate;
- Óleo de nozes não aquecido;
- Carne de animal criado em pasto;
- Ovos orgânicos (gema);
- Manteiga produzida a partir de leite de vacas criadas em pasto.

Se a gordura saturada não tivesse nenhum valor, ou fosse maléfica para você, por que, então, o leite materno também não seria questionado? Afinal de contas, ele também possui essa gordura (ácidos butírico, caproíco, caprílico, láurico, mirístico, palmítico e esteárico). Fato é que ele é extremamente importante e suporte para o crescimento, desenvolvimento e sobrevivência das crianças. Viu só?

Gordura saturada é essencial! Entre os muitos benefícios que ela proporciona podemos citar:

- componente principal da membrana celular;
- combustível preferido do coração;
- ação antiviral (ácido caprílico);
- efetivo agente anticáries, antiplaca e antifúngico (ácido láurico);
- reduz o colesterol (ácido esteárico e palmítico);
- fornece fonte de energia na sua dieta;
- produção hormonal;
- permite a assimilação das vitaminas lipossolúveis A, D, E e K;
- permite a conversão de caroteno em vitamina A;
- prevenção de câncer (ácido butírico).

Sendo assim, é melhor considerar dar uma chance à gordura saturada em sua dieta. Você só tem a ganhar!

* Wilson Rondó Jr. - Iniciou sua carreira como cirurgião vascular, tendo trabalhado como residente na Clinique du Mail La Rochelle, na França. Dedicou-se especialmente à Medicina Preventiva Molecular, especializando-se em Terapias Antioxidantes pelo The Robert W. Bradford Institute, nos EUA e no Regenerations Zentrum Dr. Kleanthous Embh (Heideberg) na Alemanha. Graduado pela Faculdade de Santo Amaro em 1983. É membro e diplomado pelo American College of Advancement in Medicine.
Pertence ainda a diversas outras instituições no Brasil e no Exterior.

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