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Notícias sobre agronegócios, agricultura, pecuária e meio ambiente - 20 de Julho de 2019
13/01/2015 - 17:05

Artigo - Animais confinados pode ser outro fator causador de Alzheimer

Atualmente, há estudos científicos suficientes mostrando que a sua alimentação desempenha um papel importante na geração de doenças, assim como no caso da doença de Alzheimer. Isso mostra que de certa forma temos algum controle sobre a prevenção de doenças.
Wilson Rondó Jr. - Cardiologista e autor do livro "Sinal Verde para a Carne Vermelha"
Nesse caso, sabemos que o açúcar é o maior causador da doença, tanto é que se considera a doença de Alzheimer como sendo a Diabetes tipo 3.

Agora, os pesquisadores levantam a possibilidade de que a doença de Alzheimer possa ser causada pelo consumo de carne animal confinado, apesar disso já ter sido aventado em 2005, numa publicação do Journal Medical Hypotheses.

O elo é a infecção por uma proteína chamada TDP-43, que está relacionada a algumas doenças em animais e em humanos, tais como:

- Esclerose Lateral Amiotrófica;
- Doença da Vaca Louca;
- Doença debilitante crônica, uma doença neurológica transmissível em cervos e alces.

Os pesquisadores observaram que essa proteína também desempenha papel importante na geração da doença de Alzheimer.

Em autópsias de cérebros de 340 indivíduos diagnosticados com Alzheimer, os pesquisadores encontraram a TDP-43 presente em cerca de 200 deles, sendo que, em indivíduos que apresentavam TDP-43 em níveis anormais, problema de memória eram 10 vezes mais frequentes.

Sabe-se também que a proteína TDP-43 é altamente susceptível ao estresse oxidativo, sugerindo que as terapias antioxidantes podem ser úteis na prevenção da doença.

O denominador comum entre a doença da Vaca Louca e a doença debilitante crônica é o confinamento, onde se força herbívoros a comer subprodutos animais , o que teoricamente não ocorre no Brasil.

Quando se ingere uma proteína estranha, o corpo responde com inflamação, e sabemos que a inflamação crônica é uma marca da maioria das doenças degenerativas, inclusive do Alzheimer.

O único diferencial entre a doença da Vaca Louca e o Alzheimer é o tempo que leva para que os sintomas e a morte ocorram. Acredita-se que mais de 13% de todos os indivíduos vítimas de Alzheimer realmente tenham a infecção da doença da Vaca Louca.

Animais confinados se alimentam também com grãos transgênicos, os quais também produzem proteínas que nunca existiram na cadeia alimentar humana até a introdução desse tipo de alimento.

Portanto, ingerindo carne de animais confinados, quer seja frango, porco ou vaca, você estará exposto a diversas proteínas estranhas, e a TDP-43 pode ser uma delas, cujos sintomas demoram a aparecer pelo longo período de incubação. A versão humana da doença da Vaca Louca, que é a variação da doença de Chentzfeldt-Jakob, manifesta-se com perda de memória, atordoamento, distúrbio visual e demência.

Isso me faz acreditar que estamos pagando um preço ainda mais elevado por uma carne tão barata.

É só observar os efeitos causados na saúde com a associação de animais confinados na nossa alimentação.

Procure consumir somente carne de animal não confinado, criado a pasto. Essa é a única forma saudável de se alimentar, além de estar respeitando os princípios humanitários para o crescimento dos animais, ajudando a sua saúde e beneficiando a todos: ambiente e animais.

Referência bibliográficas:
-Medicinet.com July 16,2014
-Chronic Wasting Disease Alliance
-University of Pennsylvania, The Saga  of Disease Protein (PFD)
-Grassrootsmeat.com February 2010
-Schoolfood.info April 26,2013
-Center for Food Safety, Mad Cow Fact Sheet (PDF)
-mEDICAL hYPOTHESES 2005;64(4):699-705
Artigo publicado na Revista ABCZ - Edição 83
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